Fisp e Fire Show abrem com a proposta de efetivamente diminuir acidentes de trabalho no Brasil


Fisp – Feira Internacional de Segurança e Proteçãoe a Fire Show – International Fire Fair foram oficialmente abertas na tarde desta quarta-feira, no São Paulo Expo, com a presença de autoridades que pontuaram a importância das feiras e das novas tecnologias empregadas em produtos e soluções de segurança para a diminuição dos acidentes de trabalho no Brasil. Pelos cálculos do Ministério do Trabalho, ocorrem mais de 400 mil acidentes do tipo todos os anos no país, com mais de 2,8 mil mortos.

O primeiro a falar da importância dos eventos durante a solenidade foi Nercio de Souza, presidente da Abiex – Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos Contra Incêndio e Cilindros de Alta Pressão, entidade realizadora da Fire Show. Na sequência, falaram Adriano Serino, diretor presidente do Sindiseg – Sindicato da Indústria de Material de Segurança; Raul Casanova, diretor executivo da Animaseg – Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho e em nome de Jacques Lesser Levy, presidente da Abraseg – Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Equipamentos e Produtos de Segurança e Proteção ao Trabalho.

Diretamente de Milão, o diretor da matriz italiana, Robert Tripoli participou da cerimônia junto com Graziano Messana, general manager da Cipa Fiera Milano no Brasil, e reforçou que o país representa um dos pilares mais importantes para o novo plano industrial de internacionalização do grupo. “Nos próximos dias, anunciaremos como pretendemos investir mais no Brasil”, anunciou o executivo, arrancando aplausos da plateia.

O cônsul adjunto da Itália em São Paulo, Simone Panfili, por sua vez, falou sobre a relevância das duas feiras reforçando a relação positiva entre os dois países e como será dada continuidade à colaboração bilateral 360º que vem sendo realizada, seja em momentos de crise ou de entusiasmo econômico.

Já Rimantas Sipas, diretor da Cipa Fiera Milano, organizadora e promotora dos eventos, agradeceu a todos os presentes, dando ênfase especialmente aos técnicos, engenheiros e inspetores de segurança, além dos socorristas e muitos outros profissionais que cuidam da segurança dos trabalhadores. Segundo ele, as verdadeiras estrelas do show. Ao final, todos os participantes se encaminharam para o descerramento da fita inaugural, abrindo as atividades.

Fire Show

Tragédia da Boate Kiss gerou ações para mudar a forma de encarar a prevenção e o combate a incêndios

A tragédia na boate Kiss não foi uma fatalidade, mas a consequência de uma série de erros e omissões que levaram a morte 242 pessoas na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2013. A opinião é do vice-presidente da AVTSM (Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria), Paulo Tadeu Nunes de Carvalho, que falou sobre os cinco anos do incêndio, durante a abertura do Cobeni – XX Congresso Brasileiro de Engenharia de Incêndio, evento integrante da Fire Show – Internacional Fire Fair, que vai até o dia 5 de outubro, no São Paulo Expo.

Pai de Rafael, de 32 anos, que morreu no incêndio, hoje Paulo Nunes de Carvalho atua junto com outros pais e sobreviventes da tragédia para conscientizar pessoas e governos, além de lutar pela criação de políticas públicas de prevenção e combate a incêndios.  Ele crítica também a forma como foi conduzido o processo. “Durante todo esse tempo, pude observar uma série de coisas. Apesar do trabalho exemplar da polícia, também percebi, infelizmente, muitos medos por parte de alguns integrantes do Ministério Público. A primeira surpresa negativa foi quando todos os processos envolvendo entes públicos, como servidores, o prefeito da época, Cezar Schirmer,  secretários, foram arquivados. Houve uma revolta generalizada, principalmente porque o inquérito policial deixava claro que houve omissão e negligência do poder público, pois todos já tinham recebido denúncia de irregularidades na boate.”

Carvalho defende a criação de leis que possam responsabilizar todos os envolvidos em casos semelhantes. “Tivemos a aprovação da Lei Federal que ficou conhecida como Lei Kiss, por ter surgido após a tragédia. Mas fomos surpreendidos por 12 vetos presidenciais, entre eles o que tratava da proibição de comandas e da responsabilização de entes públicos em casos como o da Boate Kiss”, lamenta.

Certificação auxilia na garantia da qualidade dos produtos de prevenção e combate a incêndios

As certificações tornam-se cada dia mais importantes para as empresas que buscam destaque e que possuem comprometimento com a qualidade de seus produtos e serviços entregues aos clientes.  “A vantagem que o fabricante tem em manter a certificação é permitir e evidenciar uma garantia relativa à qualidade do produto que fabrica, assegurada por uma entidade independente”, afirmou Vladson Athayde, gerente comercial da UL (Underwriters Laboratories), que falou sobre “A importância da Certificação de Produtos – Realidade no Mundo e no Brasil”, durante o 20º Cobeni (Congresso Brasileiro de Engenharia de Incêndio), que acontece na Fire Show 2018.

“Considerando o mercado de proteção, combate e detecção de incêndios, há apenas três portarias publicadas pelo Inmetro (extintor de incêndio, pó para extintor e indicador de pressão) que são compulsórias. Já no âmbito voluntário, o Inmetro publicou, em 2015, a portaria para mangueiras de incêndio. Para tantos outros produtos que já possuem normas brasileiras publicadas, é necessário que o mercado esteja disposto a investir na certificação dos produtos”, explicou Athayde. “E, quando falamos de mercado, devemos considerar principalmente o mercado consumidor. Ou seja, que as pessoas estejam cientes da importância de adquirirem produtos que, de fato, estejam em conformidade com as normas brasileiras”.

Frente Parlamentar quer estimular criação de leis para a prevenção contra incêndios

Ampliar o debate junto à sociedade civil sobre a prevenção e o combate a incêndios; criar um Modelo Nacional de Regulamento de Segurança Contra Incêndio; dar divulgação periódica e publicidade de estatísticas sobre incêndios no Brasil; estimular a certificação de produtos e equipamentos; e criar de cursos para a formação de engenheiros de segurança contra incêndio. Esses são os objetivos da Frente Parlamentar Mista de Segurança Contra Incêndio, criada há três anos com o apoio de diversas entidades da sociedade civil e de organizações governamentais.

De acordo com Marcelo Lima, diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil (ISB), que falou durante o 20º Cobeni (Congresso Brasileiro de Engenharia de Incêndio), que ocorre durante a Fire Show 2018, a criação da Frente Parlamentar ocorreu para garantir que sejam criadas condições para que a tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que pegou fogo e matou mais de 200 pessoas, não se repita. “Entendemos que este é um setor que carece de políticas públicas e de iniciativas que contribuam para o aumento da segurança contra incêndio em todo o País”, afirma.

Bombeiros demonstram técnicas de salvamento em acidentes de carro na Fire Show

O Corpo de Bombeiros realiza três provas diárias de resgate de acidentes de trânsito durante a Fire Show 2018. Além de ser pedagógica para os visitantes, as  demonstrações também servem de treinamento para a corporação, segundo o Capitão Muniz, que coordena os eventos.

A atração tem início sempre às 15h30 e é composta por três provas distintas. A standard, com duração de 20 minutos, é a simulação de um acidente automobilístico com uma vítima ferida. Em seguida, ocorre a prova rápida, com a equipe de bombeiros tendo que socorrer uma vítima em estado crítico em dez minutos. Após um intervalo de trinta minutos é a vez da prova complexa, quando são atendidas duas vítimas, uma delas presa entre as ferragens, e os bombeiros têm 30 minutos para fazer o socorro.

O capitão Muniz lembra que as provas seguem os padrões do World Rescue Challenge  (Desafio Mundial de Resgate), evento que acontece a cada ano em um país diferente. “Em 2016, aconteceu em Curitiba, com a presença de 36 países competidores”, afirma.

FISP

Setor de SST precisa se informar melhor sobre o e-Social

Os empresários precisam se informar melhor sobre o e-Social. Em especial no segmento de SST (Saúde e Segurança no Trabalho) que deverá apresentar informações ao e-Social a partir de 1º de janeiro de 2019. Por isso, é importante estar atento para não sofrer as penalidades previstas em lei. O alerta é do engenheiro em Saúde e Segurança no Trabalho, Rogério Luiz Balbinot, integrante do GT (Grupo de Trabalho) Confederativo, coordenador do GT da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), e criador do sistema que unifica a entrega das informações previdenciárias, trabalhistas e fiscais em uma única plataforma.

Balbinot deu o curso “Elaboração e articulação de documentos trabalhistas e previdenciários para atender o e-Social: PPRA, PCMSO, ASO, laudo insalubridade/ periculosidade, LTCAT e PPP” e fará, no dia 5, o seminário “Organização Documental de SST (Saúde e Segurança no Trabalho) para atender o e-Social” durante a 22ª Fisp – Feira Internacional de Segurança e Proteçãoque acontece em São Paulo.

O setor deverá informar os dados e emitir os documentos exigidos a partir do início do próximo ano. Mas Balbinot garante que ainda há muito trabalho a ser feito para aperfeiçoar o e-Social.  “Estão querendo mudar as leis trabalhistas a partir do e-Social e isso não é correto”, critica. “A função do sistema é dar suporte às leis existentes. E todos precisam se informar para não ter problemas com o governo e correr o risco de serem multados. Mas também precisam se preparar para evitar essas distorções”, afirma.

O engenheiro acredita que ainda irão ocorrer mudanças no projeto do e-Social. “Desde sua implantação já ocorreram algumas alterações, mas pressionamos para evitar que o setor sofra prejuízos e vamos manter as exigências até sermos atendidos”, garantiu.

Acessórios de segurança para visão, audição e respiração

Entre as novidades que a Honeywelltraz para os visitantes da Fisp estão diversos modelos de óculos de segurança, entre eles os modelos Stealth (óculos de ampla visão), Genesis e Seismic, que trazem consigo o revolucionário tratamento antiembaçante Supremo, até 60 vezes mais eficiente que tratamentos convencionais.

Na área de proteção auditiva, a empresa expõe plugues, abafadores e a grande novidade nessa área: o abafador eletrônico Impact Sport, que reduz  ruídos danosos e amplifica sons ambientes. Da linha de produtos para proteção respiratória, destacam-se os equipamentos autônomos completos, como SCBAs, e equipamentos de fuga, como os EBAs. O produto de destaque é o T8000, equipamento autônomo que possui diferenciais como custo-benefício, ergonomia e leveza.

Outro produto que chama a atenção do público é a máscara respiratória Elipse, de fabricação alemã e importada pela GVS, que também expõe na Fisp. “O modelo é o menor e mais leve do mercado, pesando apenas 137 gramas com o filtro”, afirma Eduardo Milowski, gerente da Divisão de Segurança da empresa.

Serviço:

22ª Fisp e 13ª Fire Show 2018
Data: 3 a 5 de outubro
Horário: das 13h às 21h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP


Sobre a Cipa Fiera Milano

A Cipa Fiera Milano, filial brasileira da Fiera Milano, um dos maiores players de feiras e congressos do mundo que a cada ano atraem aproximadamente 30 mil expositores e mais de cinco milhões de visitantes,tornou-se sócio majoritário da Cipa do Brasil em 2011, dando origem à Cipa Fiera Milano. No Brasil, são realizadas 12 feiras que representam os mais diversos segmentos da economia, como segurança, energias limpas e sustentáveis, tubos e conexões, cabos, saúde no trabalho, tintas, tratamento de superfícies, esquadrias, tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, entre outras. Entre as principais marcas do portfólio estão Exposec, Fisp, Ecoenergy, Reatech, Ebrats e Fesqua.


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